5.3.07

pachorra

embora não se chamasse joana e não estivesse grávida de nada
correria pelas quitandas como se fosse quarta-feira e
assumiria que não era bailarina, que dançar não sabia,

tatuaria palavras-chave como medida de emergência para
contar a todos que não havia sequer uma alavanca, nenhuma,
que por acaso garantisse destruição bela ou segura.

não sabiam seu nome, telefone,
mas em breve certamente
explodiria

em conteúdo perecível
no carpet da sala

2 comentários:

dalila disse...

eu adoro os seus textos. esse em especial me lembra uma música que nesse momento me escapa dos dedos. mas tá aqui ó, registrado junto com o seu poema lindo.
.*

Rodriane DL disse...

Olha a Nathália chegando primeiro.

bom, eu ira dizer o que ela disse.

"...seu poema lindo"