30.5.08

artesanato

acabo de ver na/o frufru um meme legal:
1) o título da primeira página randômica do http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random será o nome da sua banda imaginária (nessa parte eu roubei, porque azarada tirei antonio lederma e ságua de tánamo e não quis)
2) as últimas 4 palavras da última frase da página http://www.quotationspage.com/random.php3 serão o título do seu disco.
3) a terceira foto do http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ será a capa (é só torcer pra que não venham flores bregas e céus de windows, como no meu caso).

não existe um gerador pra deixar isso bonito, então faça à mão. sonho realizado: minha banda nursing research tem um disco chamado who can't read them.




29.5.08

la fontaine



what can I do / when the bird's got to die / what can I do / when she's too weak to fly / what can I do / when she's calling my name / she's crying mama, help me to live / what can I do

what can i do? - antony and the johnsons


there was a girl who talked to geese / she understood them and they her / one day she looked in a crystal stream / and saw in its bed a diamond / she picked it up and put it in her hair / as she did so she turned into a geese / it was then revealed that the other geese / she magically had understood / were once human like her

girl and the geese - cocorosie


(risada maligna)

28.5.08

top 5 filmes arruinados pelo bom-mocismo

1. lars & the real girl

lars é um cara solitário que mora na garagem e nunca teve uma namorada. de uma hora pra outra, ele compra uma boneca de tamanho real e estende o papel específico (ignorado por ele) de bianca a uma convivência absurda com a comunidade local. o pessoal da cidade é de uma tolerância de arrancar lágrimas. e isso só contribui pro lars ser um total idiota.

não sei o que aborrece mais: filme de distúrbio psicológico em que tudo dá errado (e o protagonista acaba babando num manicômio) ou filme de distúrbio psicológico em que a comunidade unida jamais será vencida. e tem também aqueles que só dão raiva, tipo as férias de mr. bean e reine sobre mim.

a boneca comprada pela internet, na história delirante inventada pelo lars, é uma missionária e veio do brasil. tipo o blanka do street fighter, mas com um fundo de realidade. e a coleguinha de trabalho, cujo urso de pelúcia precisa de respiração boca-a-boca, não era tão boa moça em outros filmes (versátil).














cera de ouvido

marc johns em post-it:


26.5.08

caçadores de recompensa

as sacolas de loja
hoje habitadas por cabos

de videocassete
e velhos óculos escuros
substituem os lençóis
que nas horas de emergência
viram trouxas
como os que ficam
nervosos por nada:
heróis que nunca
vão à praia
pra conhecer o som stereo

das conchas

19.5.08

fantástico mistério

tava lembrando de uma palestra do pedro bandeira que ia acontecer uns anos atrás na universidade. me inscrevi e tava animada pra ir, mas acabei dormindo. quando acordei, confusa e confundindo a existência, a palestra já tinha terminado.

mas esse fato verídico não constitui um post.

12.5.08

da vontade de engolir

I love you so much I could eat you

é a frase de impacto desse filme chamado trouble every day (aqui desejo & obsessão, pelo menos não é desejo proibido), dessa diretora francesa chamada claire denis (agradecimentos à mona lisa), com o vincent gallo num habitual personagem de sobrenome brown e essa história de gente faminta que serve de metáfora para a falta de limites do amor & os brindes que sempre vêm com ele.

a gente não devia gostar de ver gente sofrendo tanto por amor (e sangrando litros), o que é mesmo um problema diário - e a gente gosta. outra incoerência inevitável e sincera é que um filme tão brutal seja também tão delicado. e ainda tem a trilha sonora do(s) tindersticks:




7.5.08

dorzinha



lloyd cole & the commotions - cut me down

6.5.08

papéis amarelados são lindos


(peguei no weheartit)

confecção própria


jogando as palavras às traças por um momento, você se concentra em outras alegrias diárias. por exemplo, a intimidade de conhecer as peças de roupa de alguém. todas, não só a blusa verde que a pessoa da mesa ao lado sempre repete. todos os casacos com capuz, blusas peludas por dentro, outras que penicam, camisetas estampadas, calças, bermudas, bolsos escondidos. pijamas das lojas de departamento, moletons velhos, shorts de ficar em casa e o que há por baixo de tudo, que são outras coisas.

convivi com uma pinta nas costas (que não eram as minhas) que tinha muito jeito daquelas que viram câncer. sempre avisava do perigo, um aviso automático ignorado, mas achava aquilo tudo muito simpático. olhar de perto as costas, a pinta, o possível futuro câncer de pele.

quero dizer que você acaba se tornando um especialista nos trajes e nos detalhes do outro, até provavelmente confundir as peças todas, não cuidar direito e acabar emprestando e perdendo, como faria com as suas coisas.