30.6.09

sinédoque, nova iorque

mesmo que mude de opinião amanhã, hoje - terça, 30 de junho - respeito bastante esse 1º filme do charlie kaufman como diretor. o mesmo vale para o diretor da história dentro da história, interpretado pelo phillip seymour hoffman, com sua tentativa utópica (embora inevitável) de aproximar ficção e realidade, numa projeção generosa também da realidade fora do filme. charlie kaufman deve pensar bastante nesses limites, já que seus roteiros anteriores também tratam das manifestações físicas das coisas da cabeça.

There are nearly thirteen million people in the world. None of those people is an extra. They're all the leads of their own stories.

verdade assustadora.



24.6.09

escorpião escarlate




ele é divino, esperto, genial
é o paladino 100% nacional

16.6.09

felicidade apática, apatia feliz

de passagem só pra lembrar da genialidade do tumblr temático happiest people ever, que diz reunir registros de pessoas que ignoravam a existência do XIS da foto sendo feita e, só por isso, saíram com cara de bunda. é o que eles dizem, e tem até um queijo no fundo.

todo mundo tem fotos infelizes, mas há também a possibilidade disso não ser questão de escolha, e sim de quase predestinação. um indivíduo que nasce todo sorrisos (espontâneos ou não) dificilmente conseguirá chegar, mesmo se quiser, à atmosfera desse tipo de semblante apático que ultrapassa o tédio e a paisagem simples. e vice-versa: o verdadeiro apático não consegue fingir ímpetos de empolgação muito convincentes.

no caso do tumblr das "pessoas mais felizes ever" (note que o nome fala do estado de espírito, não do acidente) a pessoa, poxa, na maioria das vezes tá num momento de diversão, vendo a câmera E o fotógrafo, e não se anima sozinha? mas nada é certo. talvez eu leve muito a sério a descrição, o queijo e minhas próprias fotos. e apatia, aliás, nem sempre descreve os sorrisos de monalisa, que são até mais ricos em emoção que muitos dos sorrisos abertos.

de qualquer forma, é bem mais engraçado pensar que essas pessoas são assim o tempo todo. e difícil acreditar que, no próximo segundo, elas passariam da vibração DO CONTRA aparentemente genuína pra um sorrisão fotográfico proporcional.