2.4.11

daqui a pouco

depois quando não existe
depois
não existe
só o agora continua insistente
se fosse um homem ou mulher de olhos grandes
o agora telefonaria muitas vezes
até que alguém atendesse
pra que a gente se gostasse no primeiro instante
e vivesse dias inteiros estragados por detalhes
aparelhos com defeito, despencamento de cabides
um amigo inconveniente, o gênero errado de filme
alergia a pólen
alergia a cabelos

6 comentários:

juliana disse...

que lindo, ana :~

daniel disse...

Ok, deixa eu respirar primeiro.

Certo.

Ok, deixa eu achar as palavras.

Certo.

Genial.

O Impenetrável disse...

muito bom esse poema! na verdade esse blog é ótimo, parabéns, e a frase que me marcou no poema foi: "pra que a gente se gostasse no primeiro instante".

obrigado pela dica inconsciente, abraço!

Álvaro Andrade disse...

alegria a caminhos

Tiago Fernando. disse...

ana, sua linda!

tatá. disse...

bunito isso de ser abstrato baby.