não existe um gerador pra deixar isso bonito, então faça à mão. sonho realizado: minha banda nursing research tem um disco chamado who can't read them.
30.5.08
artesanato
não existe um gerador pra deixar isso bonito, então faça à mão. sonho realizado: minha banda nursing research tem um disco chamado who can't read them.
- ana guadalupe às 10:35 8 comentário(s)
em música
29.5.08
la fontaine
what can I do / when the bird's got to die / what can I do / when she's too weak to fly / what can I do / when she's calling my name / she's crying mama, help me to live / what can I do
what can i do? - antony and the johnsons
there was a girl who talked to geese / she understood them and they her / one day she looked in a crystal stream / and saw in its bed a diamond / she picked it up and put it in her hair / as she did so she turned into a geese / it was then revealed that the other geese / she magically had understood / were once human like her
girl and the geese - cocorosie
(risada maligna)
28.5.08
top 5 filmes arruinados pelo bom-mocismo
lars é um cara solitário que mora na garagem e nunca teve uma namorada. de uma hora pra outra, ele compra uma boneca de tamanho real e estende o papel específico (ignorado por ele) de bianca a uma convivência absurda com a comunidade local. o pessoal da cidade é de uma tolerância de arrancar lágrimas. e isso só contribui pro lars ser um total idiota.

- ana guadalupe às 20:49 0 comentário(s)
em cinema
26.5.08
caçadores de recompensa
as sacolas de loja
hoje habitadas por cabos
de videocassete
e velhos óculos escuros
substituem os lençóis
que nas horas de emergência
viram trouxas
como os que ficam
nervosos por nada:
heróis que nunca
vão à praia
pra conhecer o som stereo
das conchas
19.5.08
fantástico mistério
tava lembrando de uma palestra do pedro bandeira que ia acontecer uns anos atrás na universidade. me inscrevi e tava animada pra ir, mas acabei dormindo. quando acordei, confusa e confundindo a existência, a palestra já tinha terminado.
mas esse fato verídico não constitui um post.
- ana guadalupe às 18:09 7 comentário(s)
em música
12.5.08
da vontade de engolir
I love you so much I could eat you
é a frase de impacto desse filme chamado trouble every day (aqui desejo & obsessão, pelo menos não é desejo proibido), dessa diretora francesa chamada claire denis (agradecimentos à mona lisa), com o vincent gallo num habitual personagem de sobrenome brown e essa história de gente faminta que serve de metáfora para a falta de limites do amor & os brindes que sempre vêm com ele.
a gente não devia gostar de ver gente sofrendo tanto por amor (e sangrando litros), o que é mesmo um problema diário - e a gente gosta. outra incoerência inevitável e sincera é que um filme tão brutal seja também tão delicado. e ainda tem a trilha sonora do(s) tindersticks:
- ana guadalupe às 13:40 14 comentário(s)
7.5.08
dorzinha
lloyd cole & the commotions - cut me down
- ana guadalupe às 08:57 5 comentário(s)
em música
6.5.08
confecção própria
jogando as palavras às traças por um momento, você se concentra em outras alegrias diárias. por exemplo, a intimidade de conhecer as peças de roupa de alguém. todas, não só a blusa verde que a pessoa da mesa ao lado sempre repete. todos os casacos com capuz, blusas peludas por dentro, outras que penicam, camisetas estampadas, calças, bermudas, bolsos escondidos. pijamas das lojas de departamento, moletons velhos, shorts de ficar em casa e o que há por baixo de tudo, que são outras coisas.
convivi com uma pinta nas costas (que não eram as minhas) que tinha muito jeito daquelas que viram câncer. sempre avisava do perigo, um aviso automático ignorado, mas achava aquilo tudo muito simpático. olhar de perto as costas, a pinta, o possível futuro câncer de pele.
quero dizer que você acaba se tornando um especialista nos trajes e nos detalhes do outro, até provavelmente confundir as peças todas, não cuidar direito e acabar emprestando e perdendo, como faria com as suas coisas.
- ana guadalupe às 11:22
29.4.08
seleta espremida
um toque no botão
ele precisa
de um empurrão
daqueles
pra conseguir
entrar na piscina
sorrir a tempo
de chatear
as visitas
sei que suas
pretensões são
poucas
latas de ervilha
já as palavras
as palavras
andam
ariscas
24.4.08
2 em 1 coelho
pelo menos
mais tarde
você admite
que de tédio
não morreria
só de cansaço
e agonia
talvez um pouco
de raiva
mas nunca
de tédio
que é apelido
pra tudo que
é chato
e eu só erraria
seu nome
completo
22.4.08
disco riscado disk amizade
não falaremos sobre o karma, o retorno, os círculos. as mesmas piadas em novos formatos. suas palavras brotando do meu teclado. todos com a mesma cara dentro do capacete. ensaios de acenos na faixa de pedestres.
toda a interferência que já conhecemos, uma espécie de ley de murphy
(se a comunicação pode falhar, ela vai).
não falaremos dos auges, dos acidentes, das ondas, das catástrofes naturais e dos declínios. impérios e papéis dobrados e amolecidos em carteiras há décadas, restos dos restos dos grandes acontecimentos:
quadros que parecem ficar muito bem lado a lado.
por falar em quadros, falaria sobre webcomics. por falar em assepsia, indicaria o ordinary things (que devia parar de tentar ser post secret, o que me faria lembrar de griffin & sabine, que eu acho até legal), o left handed toons e o idiot comics:





