25.5.10

perdendo dedos

com as orelhas quentes
de quem nota a perda
dos documentos
e da carteira
dos óculos
e das lentes

como quem acorda
numa sessão de hipnose
com fitas K7
pensando que hoje
é ontem
ou ano que vem
ou um hoje menos coerente
a gente se perde

como se interrompesse
a frase mais importante
como um pedestre distraído
atravessando a ponte
como quem se levanta sem volta
pra ir na esquina

a gente se perde
como se dormisse num filme
que acabou de começar

11 comentários:

Anônimo disse...

CAZUZA ETERNO :~

ana guadalupe disse...

eu adoro o cazuza

Rodriane DL disse...

Eu tbm!

Anônimo disse...

eu gosto dos seus poemas, só achei engraçadinho o "a gente se perde", parece cazuza, né

você é melhor quando não soa como o cazuza/caio fernando abreu/hippie, acho que o seu forte é outro, mas sou só eu, keep doing your thing e tal

Rafael Magalhães disse...

os traillers são bocejos sem fim
acordo nos créditos
ler o seu nome é o principal

Alexandre Gaioto disse...

Acho corsaletti um puta poeta.
vc gosta dele?

priscila disse...

adoro seus poemas. tava andando por aí e te achei. adorando teu blog! parabéns!

jovem disse...

Valeu, fera, falere curtim

Katrina disse...

Que nunca comece,

paredro disse...

a gente se perde mesmo, e anda por aí mil vezes mais do que seria necessário, e conhece coisas e se cansa mais e tá sempre tropeçando no inolvidável.

franklin disse...

que bonito, Ana..