7.7.09

outra linha

tinha 16 anos e pouca intimidade com a internet quando li pela primeira vez a antologia 26 poetas hoje, organizada pela Heloísa Buarque de Hollanda e publicada em 1976. depois disso tudo mudou, enquanto eu descobria que Roberto Piva, Francisco Alvim, Waly Salomão, Chacal e Ana Cristina Cesar não foram históricos só na minha vida.

se fizesse uma viagem no tempo pra contar pra mim, lá no interior do interior, que em alguns anos eu faria parte de uma antologia - daquelas que eu tanto amava - organizada pela mesma Heloísa Buarque de Hollanda, eu provavelmente teria morrido de susto e não estaria aqui.

mas estou. depois de algumas publicações acidentais na internet e em jornal, minha primeira e talvez única em livro (por isso toda a comoção que não volta mais) é na antologia otra línea de fuego: quince poetas brasileñas ultracontemporáneas. lançada na espanha pelo selo maRemoto, é uma edição bilíngue, na qual as 15 poetas selecionadas têm 13 poemas em português e também na bonita tradução para o espanhol da poeta e dramaturga Teresa Arijón.

é muita alegria dividir um livro com essas mulheres. é sério e são sérias: Alice Ruiz, Alice Sant'anna, Ana Cristina Cesar (sim), Angela Melim, Angélica Freitas, Bruna Beber, Camila do Valle, Claudia Roquette-Pinto, Daniela Storto, Izabela Leal, Juliana Krapp, Lu Menezes, Marília Garcia e Virna Teixeira.

fiquem com a foto e alguns poemas em espanhol.
quando eu souber como comprar, aviso aqui.
o livro é lindo (e não pela minha presença, é óbvio).

abraços pra elas e pra todo mundo.



buenas noticias
hisopos nunca compra
el repartidor de periódicos
semidespierto en arrebatos
destruyendo tal vez la artesanía
recién producida por ex-criminales
en trance

cotton algodón candy dulce
jobson con su nombre raro tenía
el cabello lateral como un príncipe
- jugábamos al escondite
(yo) terminaba por hacer pipí entre las plantas
muy tensa y perfectamente escondida
después lidiaba con la vergüenza
de la mancha en el cotton del pantaloncito
pero ganaba el juego y ahí estaba
la alegría

16 comentários:

Wilame Prado disse...

Parabéns Ana! Você merece! Nada como o impresso, nada. O livro é bonito! Continue na luta por aí!
Abraço.

amanda. disse...

ai que lindo que lindo que lindooo!

tenho muito orgulho de voce, ana.
voce merece.
voce e seu talento.

saudades e incansaveis parabens.
linda.

:**

Anônimo disse...

parabéns. quais são os poemas que serão publicados?

Anônimo disse...

Que lindo! E em espanhol ficou tão chic... Avise como podemos comprá-lo!

natacha.cortêz. disse...

parabéns ana! mesmo :)
vc sem nenhuma dúvida merece.

Túlio disse...

curti muito a tradução.

Fodona eres tu, muchacha!

Thiago Cestari disse...

trago mais um parabéns, nada como tudo o que a gente queria.

Renato Mazzini disse...

Ana, que legal! Eu não sabia disso! Poxa, fico muito muito feliz. Inclusive, isso (sua publicação) já deveria ter acontecido há muito tempo. Parabéns, querida!

P.S: Me avise como comprar o livro, ok?

Guiga disse...

joy estoy mui contento!

Lubi disse...

que lindo.
=)
parabéns, ana.

Adan Arruda disse...

ah, esqueci de te dar os parabéns!

Aline disse...

Parabens!
Fico tao contente por voce,babe.

Lôrá disse...

Mas você é muito chique mesmo! Ai que orgulho

Kimura disse...

Quero ler e quero ter o livro. Quero publicar a informação.

nuccia disse...

excelente, ana!

Thiago Cestari disse...

Viver não é uma situação adjetiva, nem metafórica. É um dado real, que começa em uma data e termina em outra. Daí um certo temor em enunciar a primeira, que, aliás, como diria Murilo Mendes, é da competência do registro civil. Porque, na verdade, nascemos depois, e continuamos a nascer interminavelmente.
Para o escritor, a primeira data de alguma importância é a da publicação de seu primeiro livro.

Li isso em Marly de Olveira, ontem.