22.11.09

táxi para o inferno


a mesma cidade pequena
antes atravessada a pé
só pela agonia de dormir junto
agora tomada por pilhas de lixo
(certos coadjuvantes deixam rastros, mas separam o vidro)

sempre depois do protagonista
tirar a roupa de baixo o assassino
atacará as barracas de acampamento
erguidas com devoção e dificuldade
(ele nunca decepciona)

numa sexta-feira alguém
sempre perderá o sinal telefônico
pela primeira e última vez como
todo filme de terror ensina

Um comentário:

Nelson Alexandre disse...

há outros telefones
há outros filmes
só o amor é o mesmo
chocolate meio amargo
que derrete na boca da gente.