20.11.08

viagem

de todas as generalizações a respeito dos filhos únicos, uma é verdadeira: filhos únicos de fato sentem inveja de irmãos.
pares, trios, quartetos. o quinteto.
little women. irmãs gêmeas que se reencontram. bandas com membros de mesmo sobrenome.

se uma das grandes agonias da vida é arranjar boas companhias, o sortudo cidadão cuja mãe não tomou pílulas tem, no mínimo, uma: alguém com quem compartilha características, memórias e década de nascimento, sem esforço algum.

lá está o filho único, no vazio do seu quarto individual, na paz tediosa da ausência de brigas, com as barbies todas vestidas e os tabuleiros dos jogos inutilmente abertos, sem sobrinhos pra toda a eternidade.

talvez ele visite vários países e salte de pára-quedas e faça tatuagens e planeje sua própria família com uma mesa enorme pra almoços politicamente corretos pra oito - mas ele nunca terá irmãos.

(vamos parar com o drama)
é por isso que filmes de irmãos sempre me doem
(não consigo).

eu provavelmente não terei filhos, mas, caso tenha, cuidarei pra que ganhem companhia genética pra coisas como abandonar as malas quando o trem tá indo embora.

e viagem a darjeeling é muito legal.

assistam.

3 comentários:

amanda. disse...

eu te fiz omelete!!
logo, sou uma pessoa legal.

mas eu tenho blog, e leio blogs.


e aí, como fico?

haha
;**

Túlio disse...

nossa, eu que sempre queria ter sido filho único vou repensar umas coisas.

adoro seus textos sem maiúsculas!

Giulia Piovezan disse...

eu sempre recomendei esse filme para as pessoas que iam lá na locadora... não tinha um que gostava, eu gostei! ;)